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Cuidados na alimentação do paciente que sofreu um infarto

   08/10/2014
Fonte: Gente Bacana / vida e saude   

Estima-se que no Brasil 300 mil pessoas por ano recebam o diagnóstico de infartoagudo do coração, segundo estatísticas atuais. E o mais preocupante é que homens abaixo de 40 anos e mulheres estão também ocupando uma parte destes novos casos, o que antigamente era uma exceção. Fatores como tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de cardíacos, elevação do colesterol, diabetes e má alimentação sempre foram contribuintes para engordar estas estatísticas. 

Além dos medicamentos prescritos pelo cardiologista e de um acompanhamento rigoroso e periódico com este especialista, como deve ser a alimentação deste grupo de pessoas? Será necessária alguma mudança? Sem dúvida que sim, pois a chance de um novo infarto provavelmente aumentará com a persistência de uma dieta inadequada. 

 
 

Vamos então aos fatos. Um estudo conhecido como Inter-Heart concluiu que uma alimentação mais rica em verduras, legumes e frutas, pelo menos 400 gramas por dia, somando todos eles, é capaz de diminuir os riscos de doenças cardíacas, pelo menos o primeiro infarto. Isto nos faz crer que provavelmente pode contribuir para diminuir o risco de um novo episódio (reinfarto), embora poucos estudos foram publicados para afirmar esta prevenção secundária. 

 

Alimentos que devem ser evitados

Outra questão importante é o papel do tão falado "colesterol ruim" (LDL) como desencadeador do "entupimento" dos vasos sanguíneos levando ao infarto agudo do miocárdio. Uma parte do colesterol ruim que circula pelo nosso sangue vem de alguns alimentos que ingerimos e logicamente evitá-los faz parte da estratégia nutricional, sendo eles: 

  • Leite integral, queijos amarelos (cheddar, prato, muçarela, parmesão, meia cura, gouda, emmental, gruyére, provolone), requeijão integral, catupiry e manteiga.
  • Embutidos como bacon, mortadela, salame, presunto, linguiça.
  • Carne vermelha, pele de frango, carne de porco.
  • Óleo de dendê e óleo de coco.
  • Gordura hidrogenada (trans) utilizada na fabricação de sorvetes, molhos prontos, recheios de bolachas e pães doces e margarinas também elevam o colesterol ruim. Nas frituras também se forma a gordura trans.

Alimentos que devem ser consumidos

Vale lembrar que as fibras ajudam no controle do colesterol, pois diminuem sua absorção no intestino. Vários estudos apontam que a consumo de 25 gramas por dia de fibras pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Mas aonde elas estão presentes? As melhores fontes são: vegetais folhosos, alface, rúcula, agrião, escarola, couve e outras. Aqui uma observação: pacientes em uso de medicamento anticoagulante não devem exagerar no consumo de vegetais verde escuros, pois a vitamina K presente nos mesmos pode afetar o efeito desta medicação. Outras fontes de fibras: legumes, cereais integrais (pães integrais, aveia, arroz integral, etc), casca de frutas como maçã, pera, goiaba entre outras. Aliás, existe um ditado americano que diz que quem come uma maçã por dia visita menos o cardiologista. 

A gordura poli-insaturada ômega 3 também tem sido considerada "protetora" das artérias do coração e são muito bem vindas na dieta do paciente infartado. Estão presentes em peixes como salmão, atum, arenque, sardinha, cavala. No reino vegetal são encontradas no óleo de linhaça (ou mesmo nas sementes moídas), semente de chia, oleaginosas e algumas algas marinhas. 

Sabe-se também que o colesterol só se torna "ruim", ou seja, passa a ter o poder de entupir nossos vasos sanguíneos quando ele se "oxida", sendo então fundamental aumentar o teor de nutrientes antioxidantes no cardápio do dia a dia dos pacientes cardíacos.  

Os principais nutrientes antioxidantes são: vitamina C, presente em boas quantidades na laranja, limão, goiaba, tangerina, kiwi e acerola, vitamina E, encontrada no azeite extravirgem, abacate, gérmen de trigo, selênio, castanhas, amêndoas e avelãs, carotenoides, presente nas cores dos vegetais como cenoura, tomate, abóbora, manga, berinjela, cebola roxa, gojiberry, mirtilo, entre outros. Outros alimentos como a soja também se mostraram eficientes na diminuição do risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, segundo alguns estudos. 

Para encerrar fica a dica de que a prevenção ainda é o melhor caminho para diminuirmos a chance de termos um infarto do coração. Atividade física frequente e supervisionada (pelo menos 150 minutos por semana), manter o peso em níveis adequados, não fumar e nem abusar do álcool, ter uma alimentação saudável como a descrita acima e fazer exames médicos periódicos ainda são as atitudes mais eficientes que podem evitar as doenças cardiovasculares.  

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